O Desaparecimento do Leão da Catedral de São Sebastião: Símbolos Depredados e Memórias Abandonadas — Ilhéus Eventos

O Desaparecimento do Leão da Catedral de São Sebastião: Símbolos Depredados e Memórias Abandonadas

O Desaparecimento do Leão da Catedral de São Sebastião: Símbolos Depredados e Memórias Abandonadas

Por muitos anos, os leões que adornavam a base da escadaria da Catedral de São Sebastião, no coração de Ilhéus, representaram mais do que simples esculturas ornamentais. Eles eram verdadeiros ícones culturais da cidade, onde gerações de crianças sentaram, tiraram fotos e criaram memórias afetivas. Tanto moradores quanto turistas viam os leões como parte do cenário emblemático da cidade, quase tão importantes quanto a própria catedral.

No entanto, o que deveria ser uma proteção para preservar o patrimônio histórico, acabou resultando em uma lamentável omissão. Os leões foram depredados há algum tempo, e desde então, não houve nenhum pronunciamento oficial da Diocese, do poder municipal, ou de qualquer órgão de preservação do patrimônio sobre um possível plano de restauração.

A questão que fica é: será que os leões, que simbolizavam a força e a imponência de um dos maiores cartões-postais de Ilhéus, simplesmente sumirão do imaginário popular? Onde está o zelo pelo nosso patrimônio cultural e histórico? E, principalmente, onde está a resposta para quem pergunta: “Cadê o leão da Catedral?”

Essa ausência não é apenas física, é simbólica. Representa a falta de cuidado com a memória da cidade, que se perde entre o descaso e a falta de iniciativas de preservação. A ausência dos leões é um triste reflexo de como, muitas vezes, o nosso patrimônio é tratado com desprezo, e um exemplo de como Ilhéus, mesmo sendo uma cidade com rica história e cultura, ainda falha em manter vivas as suas memórias.

Os leões da Catedral são parte de uma história que não deveria ser deixada no esquecimento. A população e os amantes do patrimônio local continuam esperando respostas e ações concretas. Que o legado e as lembranças desses leões não sejam apenas um vestígio do passado, mas um símbolo de que ainda há esperança para a preservação da nossa história.

Seja através da mobilização popular, da iniciativa da Diocese ou da responsabilidade do poder público, é hora de se posicionar e garantir que o que foi perdido, seja recuperado.

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