Serra da Chapadinha ganha proteção ambiental por decreto de Jerônimo
A Serra da Chapadinha, localizada em Itaetê e alvo de disputas envolvendo preservação ambiental, mineração e ocupação do território, passou a contar com novas regras de proteção. O governo da Bahia publicou nesta terça-feira (1º), no Diário Oficial do Estado, o decreto que cria um Refúgio de Vida Silvestre na região.
A medida busca preservar a biodiversidade, os ecossistemas naturais e os recursos hídricos, além de garantir condições para a reprodução de espécies nativas e migratórias.
Durante coletiva em Salvador, o governador Jerônimo Rodrigues afirmou que a criação da unidade de conservação deve ser acompanhada por um plano de ação voltado à proteção ambiental e ao desenvolvimento do turismo na região.
“Eu espero que agora os passos seguintes sejam a gente criar um plano de ação”, declarou o governador, destacando também o potencial da área para geração de emprego e renda.
A Serra da Chapadinha vinha sendo marcada por conflitos entre grupos ligados à preservação ambiental e interesses relacionados à atividade mineradora. Em maio deste ano, Alcione Corrêa e Marcos Fantini, apontados como lideranças do movimento pela criação do refúgio e proprietários da pousada Toca do Lobo, sofreram um atentado.
Questionado sobre a possibilidade de o decreto reduzir os conflitos territoriais, Jerônimo afirmou que a unidade de conservação deverá organizar as diferentes atividades existentes na região, conciliando turismo, negócios e preservação ambiental.
O Refúgio de Vida Silvestre abrange áreas dos municípios de Itaetê, Ibicoara, Mucugê e Iramaia e ficará sob responsabilidade do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).
Entre as próximas medidas previstas estão a criação de um conselho consultivo e a elaboração de um plano de manejo, que deverá ser concluído em até cinco anos. O decreto também permite atividades de pesquisa científica e ações de educação ambiental.
O que muda com o decreto
A nova regulamentação proíbe atividades consideradas predatórias dentro da área protegida, incluindo caça e mineração. Ao mesmo tempo, propriedades privadas e assentamentos que já existiam na região poderão ser mantidos, desde que adotem práticas compatíveis com a conservação ambiental.
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