EUA retiram tarifa adicional de 40% sobre exportações brasileiras após avanço nas negociações entre Trump e Lula
Os Estados Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (20), a retirada da tarifa adicional de 40% aplicada a parte das exportações brasileiras desde julho, quando o governo Donald Trump decretou “emergência nacional” e impôs sobretaxas ao Brasil.
A medida passa a valer para produtos que entraram no país a partir de 13 de novembro e isenta itens como café, carnes, açaí e diversos produtos agrícolas, conforme lista oficial divulgada pela Casa Branca.
Segundo a ordem executiva assinada por Trump, alguns produtos agrícolas brasileiros deixam de estar sujeitos à alíquota extra estabelecida no decreto de julho.
Alívio ocorre após diálogo entre Trump e Lula
O governo americano informou que a flexibilização reflete o avanço das negociações entre Trump e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Ambos conversaram por telefone em 6 de outubro, e autoridades dos EUA recomendaram o alívio parcial após identificarem “progresso inicial” no diálogo.
O texto também autoriza o reembolso das tarifas pagas indevidamente desde a mudança. Caberá à alfândega americana processar os ressarcimentos.
Contexto: Washington já havia reduzido parte das taxas
A decisão ocorre uma semana depois de os EUA reduzirem tarifas de cerca de 200 itens alimentícios, diminuindo parte da taxação imposta ao Brasil de 50% para 40%. Agora, para os produtos listados na nova norma, a alíquota adicional foi completamente zerada.
A medida é vista como um movimento político importante: sinaliza ajustes no pacote tarifário enquanto Trump tenta obter concessões do governo brasileiro e atende demandas de setores agroindustriais americanos, que dependem de insumos e produtos do Brasil.
Produtos liberados da sobretaxa
Além de café, carnes bovinas e açaí, a lista de produtos isentos inclui:
- frutas tropicais e seus sucos;
- castanhas (como castanha-do-pará);
- óleos essenciais;
- diversas variedades de feijões e legumes;
- itens agrícolas utilizados pela indústria alimentícia.
A Casa Branca afirmou ainda que as negociações continuam e que novas mudanças dependerão do andamento das tratativas. O restante do pacote tarifário de Trump segue em vigor, com possibilidade de novos ajustes.

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