Secretário de Guerra dos EUA prevê esta terça (10) como ‘dia mais intenso de ataques ao Irã’
Os Estados Unidos anunciaram que esta terça-feira (10) deve marcar o momento mais intenso da ofensiva militar contra o Irã desde o início do conflito. A informação foi divulgada pelo secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, durante entrevista coletiva no Pentágono.
Segundo o secretário, os ataques têm como principais objetivos reduzir a capacidade militar iraniana, especialmente o arsenal de mísseis e a estrutura usada para produzi-los, além de atingir a Marinha do país e impedir que o Irã avance no desenvolvimento de armas nucleares.
De acordo com dados apresentados pelo Comando Central dos Estados Unidos, as forças americanas já realizaram ataques contra mais de 5 mil alvos nos primeiros dez dias da chamada Operação Epic Fury. Entre os alvos atingidos estão centros de comando militar, instalações de inteligência, bases da Guarda Revolucionária Iraniana, sistemas de defesa aérea, locais de lançamento de mísseis balísticos, além de embarcações e submarinos da Marinha iraniana.
Ainda segundo o balanço militar, mais de 50 navios iranianos foram danificados ou destruídos desde o início das operações.
Troca de ameaças
A escalada do conflito também foi marcada por declarações duras entre autoridades dos dois países. O chefe do Conselho de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou nesta terça-feira que não teme o que chamou de “ameaças vazias” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e chegou a advertir o líder norte-americano para que “tenha cuidado para não ser eliminado”.
Trump, por sua vez, declarou em entrevista à emissora Fox News que ainda estaria disposto a negociar com o Irã, mas condicionou qualquer diálogo aos termos que venham a ser apresentados por Teerã.
O presidente norte-americano também voltou a criticar a escolha de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã, sucessor de Ali Khamenei, morto em ataques recentes. Trump afirmou ainda que o bloqueio iraniano ao Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, poderá trazer “graves consequências” para o regime iraniano.
Irã descarta cessar-fogo
O governo iraniano reagiu às declarações reforçando que não há possibilidade de cessar-fogo neste momento. Autoridades do país afirmaram que caberá ao próprio Irã decidir quando o conflito será encerrado.
A continuidade da guerra também começa a provocar impactos no mercado internacional de energia. Segundo informações da agência Bloomberg, Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait reduziram significativamente sua produção de petróleo em meio à escalada militar na região.
De acordo com as estimativas, os quatro países teriam reduzido juntos cerca de 6,7 milhões de barris por dia, o que corresponde a aproximadamente 6% da oferta mundial de petróleo.
A medida aumenta a preocupação global com possíveis efeitos sobre o preço dos combustíveis e a estabilidade econômica internacional, enquanto o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã continua sem previsão de encerramento.
Outras notícias sobre política internacional e acontecimentos no mundo você acompanha no Ilhéus Eventos. Acesse www.ilheuseventos.com.br e siga a gente no Instagram @ilheuseventos.

Sorry, the comment form is closed at this time.