Auditor fiscal investigado por esquema de R$ 400 milhões é alvo de operação na Bahia

Auditor fiscal investigado por esquema de R$ 400 milhões é alvo de operação na Bahia

Uma operação do Ministério Público da Bahia (MPBA), em conjunto com a Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz-BA) e a Polícia Civil da Bahia, desarticulou nesta quinta-feira (21) um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes tributários envolvendo o setor de combustíveis.

Batizada de Operação Khalas, a ação resultou na prisão de um auditor fiscal da Sefaz-BA e outras duas pessoas. Segundo as investigações, o prejuízo aos cofres públicos pode chegar a aproximadamente R$ 400 milhões.

De acordo com os órgãos envolvidos, o esquema criminoso utilizava pagamento de propina a servidores públicos estaduais e municipais para obter facilidades ilegais e proteção nas atividades fraudulentas.

As investigações apontam que o grupo desviava produtos químicos como nafta e solventes para unidades clandestinas de mistura de combustíveis, conhecidas como “batedeiras”.

Esses produtos eram utilizados para adulterar combustíveis que depois eram distribuídos irregularmente no mercado.

Segundo o superintendente de Administração Tributária da Sefaz-BA, José Luiz Souza, a operação é um desdobramento da Operação Primus, realizada anteriormente.

“A partir das apreensões e informações obtidas na operação anterior, foi possível aprofundar as investigações e chegar a esta nova fase”, explicou.

O promotor de Justiça Cláudio Jenner afirmou que as apurações revelaram um esquema ainda maior do que o inicialmente identificado.

Segundo ele, além da adulteração dos combustíveis, havia grande impacto tributário causado pela ampliação artificial do volume comercializado.

“Quando há mistura de combustível regular com solventes e outros produtos químicos, ocorre aumento artificial da quantidade comercializada sem o devido recolhimento de tributos”, explicou.

As investigações apontam que, entre 2023 e o fim de 2025, cerca de 111 milhões de litros de combustíveis foram desviados para essas unidades clandestinas.

O delegado Fábio Lordello, do Draco, afirmou que o grupo criminoso operava com estrutura semelhante à de uma empresa.

“Existia toda uma logística organizada para aquisição dos produtos químicos, adulteração e distribuição do combustível irregular”, destacou.

Além das prisões, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias.

Em Candeias, dois servidores públicos municipais foram afastados das funções.

A operação contou com participação de promotores de Justiça, delegados, policiais civis, servidores da Sefaz-BA e equipes da Companhia Independente de Polícia Fazendária (Cipfaz).

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