Ginecologista condenado por abuso sexual trabalhou em hospital de Itabuna

Ginecologista condenado por abuso sexual trabalhou em hospital de Itabuna

Um médico ginecologista condenado em primeira instância por crime de abuso sexual no Espírito Santo foi afastado depois de atuar por alguns meses no Hospital Manoel Novaes, em Itabuna. O profissional trabalhava na área de Obstetrícia, em regime de plantão, na unidade administrada pela Santa Casa de Misericórdia.

Em outubro de 2024, Ricardo Ramos Pereira foi condenado a oito anos de prisão em regime fechado por estupro de vulnerável, após violentar uma paciente de 22 anos durante atendimento em um hospital municipal de Vila Velha (ES). Apesar da condenação, o médico chegou a exercer atividades profissionais em Itabuna antes de ser desligado.

Esse é o segundo afastamento do médico após a sentença judicial. O primeiro ocorreu em setembro do ano passado, quando ele foi retirado do quadro da Santa Casa de Lavras, em Minas Gerais, onde também atuava.

Em nota, a Santa Casa de Itabuna informou que, no momento da contratação, exige atestado de antecedentes éticos emitido pelo Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb). Segundo a instituição, o documento apresentado não indicava impedimentos para o exercício da profissão.

O crime que resultou na condenação aconteceu dentro de um hospital municipal em Vila Velha. Conforme a decisão judicial, a vítima havia sofrido um aborto espontâneo e passou por um procedimento de curetagem. Ao procurar atendimento por dores, relatou comportamento inadequado do médico, com perguntas invasivas que a deixaram constrangida.

Ainda segundo o processo, ao se dirigir ao banheiro para se vestir, a paciente foi seguida pelo ginecologista, que cometeu o abuso sexual. Após o crime, o médico teria minimizado a situação, afirmando que “não daria em nada” por conta de sua experiência profissional. Uma perícia encontrou material genético do acusado no local, reforçando as provas apresentadas pela acusação.

O caso gerou forte repercussão e levantou questionamentos sobre os mecanismos de controle e comunicação entre conselhos profissionais e unidades de saúde, especialmente diante da atuação do médico em Itabuna, mesmo após condenação em outro estado.

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