Polícia Federal prende suspeitos de traficar animais raros na Bahia
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (12), a Operação Extinção Zero, que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico internacional de animais silvestres ameaçados de extinção. A ação ocorre simultaneamente em cinco estados brasileiros, incluindo a Bahia.
Ao todo, a Justiça Federal autorizou 12 mandados de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal da Bahia. As ordens judiciais são cumpridas nos estados da Bahia, Pernambuco, Piauí, Maranhão e Pará.
Na Bahia, três pessoas foram presas, sendo duas em Salvador e uma em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana.
Investigação começou após apreensão na África
Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início após um episódio que chamou atenção de autoridades internacionais. Em fevereiro de 2024, um veleiro brasileiro foi apreendido no Togo, na África, transportando 17 micos-leões-dourados e 12 araras-azuis-de-lear, duas espécies brasileiras consideradas ameaçadas de extinção.
De acordo com os investigadores, os animais teriam saído do Brasil utilizando documentação internacional falsa, em uma tentativa de burlar os sistemas de fiscalização ambiental.
Estrutura organizada
A apuração aponta que o grupo criminoso possuía uma estrutura organizada e divisão de tarefas bem definida. Entre os integrantes havia capturadores, financiadores, intermediários e receptadores, responsáveis por diferentes etapas do esquema de captura e envio ilegal de animais para o exterior.
A Polícia Federal também identificou que os suspeitos utilizavam drones, armas, contas bancárias de terceiros e aplicativos de comunicação criptografada, estratégias utilizadas para dificultar o rastreamento das atividades ilegais.
Animais raros no mercado ilegal
Os investigadores suspeitam que a organização seja responsável pela captura, armazenamento e comercialização clandestina de ovos e animais silvestres, muitos deles considerados raros e de alto valor no mercado ilegal internacional.
Outro ponto que chamou atenção durante a investigação foi a informação de que integrantes do grupo teriam planejado, no último ano, capturar ararinhas-azuis mantidas em um criadouro conservacionista do programa de reintrodução da espécie no município de Curaçá, no norte da Bahia.
Apoio de órgãos ambientais
As ações da operação contam com o apoio de órgãos ambientais responsáveis pela proteção da fauna brasileira. Ibama e Inema participaram das atividades relacionadas ao resgate dos animais apreendidos, além de auxiliar na avaliação, reabilitação e posterior reintegração ao habitat natural.
Crimes investigados
Os investigados poderão responder por diversos crimes, entre eles organização criminosa, contrabando, receptação qualificada e crimes ambientais, incluindo maus-tratos a animais.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam e novos crimes ou envolvidos ainda podem ser identificados ao longo do avanço da operação.
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