Prisão em Itacaré revela esquema milionário após apreensão de R$ 300 mil
Uma investigação que começou com a apreensão de R$ 300 mil em dinheiro vivo com um gari no Espírito Santo levou à prisão de um homem apontado pelas autoridades como liderança de uma organização criminosa com atuação em Itacaré. A captura ocorreu nesta quinta-feira (11), durante a Operação Clean, coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco).
Além do mandado de prisão temporária cumprido em Itacaré, as equipes também realizaram buscas em imóveis ligados ao investigado. Após a detenção, ele foi encaminhado para a Delegacia da Polícia Civil de Ilhéus.
Segundo a Polícia Federal, o caso teve início em julho de 2025, quando agentes identificaram um gari transportando R$ 300 mil em espécie em via pública. A quantia chamou a atenção dos investigadores por ser incompatível com a renda declarada do trabalhador, que não conseguiu justificar a origem dos recursos.
A partir da análise financeira, as autoridades passaram a investigar uma suposta estrutura criminosa voltada ao tráfico interestadual de drogas, especialmente de variedades de haxixe de alto valor comercial. As apurações também identificaram indícios de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
De acordo com os investigadores, a organização possuía divisão de funções entre integrantes responsáveis pelas áreas financeira, logística e operacional. Um dos pontos que mais chamou a atenção foi a movimentação bancária atribuída ao gari investigado.
As análises apontaram que contas ligadas a ele receberam cerca de R$ 4,22 milhões em apenas sete meses. Desse montante, apenas uma pequena parcela teria origem considerada compatível com sua atividade profissional.
Com base nas provas reunidas, a Justiça autorizou prisões, buscas e o bloqueio de bens e valores que podem ultrapassar R$ 4 milhões. A operação foi executada em municípios do Espírito Santo e também em Itacaré.
Durante as diligências, os agentes apreenderam veículos, celulares, drogas, materiais utilizados na produção de entorpecentes, além de uma arma de fogo, munições e acessórios para armamento.
Os investigados poderão responder por crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e rastrear possíveis patrimônios ligados ao grupo.
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