Lula chama Flávio Bolsonaro de “cara de pau” e dispara: “seus bolsos estão cheios de dinheiro roubado”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (15) o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante entrevista ao Jornal da Record. Ao comentar o caso Banco Master e os questionamentos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Lula acusou o senador de também ter recebido recursos relacionados ao empresário Daniel Vorcaro.
Lula chamou Flávio de “cara de pau” e afirmou que ele não poderia cobrar investigações contra Moraes sem, segundo o presidente, prestar esclarecimentos sobre sua própria relação com o caso.
Flávio Bolsonaro está entre os políticos citados nas investigações envolvendo o Banco Master. Segundo documentos divulgados no âmbito do caso, ele teria participado de negociações relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”. O senador nega irregularidades e afirma que não houve ilegalidade na operação.
Durante a entrevista, Lula também voltou a defender que as investigações sobre possíveis envolvidos no caso sejam realizadas sem distinção. O presidente do STF, Edson Fachin, determinou a abertura de informações relacionadas ao processo, enquanto a Corte adiou uma decisão sobre a eventual investigação de Alexandre de Moraes após pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Críticas às políticas de Milei
Em outro momento da entrevista, Lula criticou a possibilidade de o Brasil adotar medidas econômicas semelhantes às implementadas pelo presidente argentino Javier Milei. Segundo o presidente, a primeira-dama Janja teria mostrado a ele uma declaração atribuída a uma integrante da campanha de Flávio Bolsonaro defendendo políticas inspiradas no governo argentino.
Lula afirmou que medidas de austeridade poderiam provocar impactos sociais no Brasil e citou cortes e dificuldades enfrentadas por aposentados, estudantes e famílias argentinas. O presidente se emocionou ao falar sobre o tema.
O governo Milei, de fato, tem adotado uma política de forte controle dos gastos públicos e redução do déficit fiscal. Ao mesmo tempo, dados e projeções recentes do governo argentino apontam crescimento econômico e redução da inflação, enquanto medidas de austeridade também provocaram críticas e impactos sociais, especialmente entre aposentados e pessoas com deficiência.
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