Negar a força política de Mário Alexandre é burrice
Gostando ou não, é impossível apagar o peso político construído por Mário Alexandre em Ilhéus ao longo da última década. O ex-prefeito governou a cidade por dois mandatos consecutivos, somando oito anos no comando do município — tempo suficiente para consolidar um capital político que não se desfaz com memes, mágoas eleitorais ou discursos de torcida.
No primeiro mandato, Mário colheu resultados expressivos, sobretudo na relação com o Governo do Estado. Foi durante sua gestão que Ilhéus recebeu obras estruturantes como a ponte estaiada Ilhéus–Pontal, o Hospital Regional Costa do Cacau, ampliação de rodovias, avanço em saneamento e outras intervenções que mudaram a dinâmica urbana e regional. Críticos diziam que “o prefeito era Rui Costa”, mas os fatos permanecem: quem sentava na cadeira de prefeito era Mário — e foi ele quem articulou, levou demandas e manteve portas abertas em Salvador.
O desgaste, porém, chegou. No segundo mandato, sobretudo na reta final, a administração acumulou críticas: sensação de abandono da cidade, falhas na infraestrutura urbana, rejeição crescente e um eleitorado cansado. O resultado veio nas urnas: a tentativa de continuidade com o candidato Bento Lima fracassou. Mas eleição perdida não é sinônimo de fim político — e esse é o ponto que muitos fingem não entender.
Mário Alexandre não saiu menor do jogo. Sua esposa, a deputada estadual Soane Galvão, foi eleita com votação expressiva, consolidando a força do grupo. E agora, definido internamente, Mário será o nome da família e do bloco político para deputado estadual em 2026.
É claro que o cenário mudou. Não existe garantia de repetição da votação histórica de Soane, tampouco de que o mesmo efeito de 2022 se reproduza. Mas reduzir Mário a um “ex-prefeito derrotado” é má análise — ou má-fé.
Ele continua sendo:
✅ Um político com forte carisma popular
✅ Um agente com trânsito consolidado no governo estadual
✅ Um líder com grupo político estruturado, capilaridade e base formada
✅ Um nome conhecido e testado nas urnas
✅ Um ator que segue influenciando o tabuleiro local
Em resumo: subestimar Mário Alexandre não é só erro estratégico — é burrice política.
E quem conhece a política de Ilhéus sabe:
➡️ Seria precipitado decretar o fim de quem ainda nem começou a disputar a próxima rodada.

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