Pela primeira vez em mais de 20 anos, disputa presidencial deve ocorrer sem mulheres

Pela primeira vez em mais de 20 anos, disputa presidencial deve ocorrer sem mulheres

As eleições presidenciais de 2026 devem quebrar uma sequência mantida desde o início do século. Pela primeira vez desde 2002, as principais candidaturas ao Palácio do Planalto não terão mulheres ocupando os cargos de presidente ou vice-presidente.

O cenário foi apontado em levantamento da Folha de S.Paulo, que considerou como competitivas as chapas de partidos com representação no Congresso Nacional e que registram pelo menos 1% das intenções de voto nas pesquisas eleitorais.

Embora exista uma candidatura exclusivamente feminina, formada por Samara Martins e Raquel Bricio, da Unidade Popular (UP), a legenda não possui representação na Câmara dos Deputados nem no Senado, ficando fora do grupo das principais forças políticas do país.

A ausência de mulheres nas chapas majoritárias representa uma mudança em relação às últimas seis eleições presidenciais. Desde 2002, ao menos uma das candidaturas mais competitivas contou com participação feminina, seja na cabeça de chapa ou na vice.

Nos bastidores, partidos chegaram a discutir nomes femininos para compor alianças em 2026, mas as negociações não avançaram. Com a definição das candidaturas, todas as chapas consideradas principais acabaram sendo formadas exclusivamente por homens.

O cenário reacende o debate sobre a representatividade feminina na política nacional, especialmente nos cargos mais altos do Poder Executivo, apesar do aumento da participação das mulheres no eleitorado e nas disputas proporcionais.

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