Valderico diz estar tranquilo e espera reverter decisão que pode gerar inelegibilidade
O prefeito de Ilhéus, Valderico Júnior, afirmou estar tranquilo diante da decisão da Justiça Eleitoral que o declarou inelegível por oito anos em um processo envolvendo a chapa de vereadores do União Brasil nas eleições de 2024. A declaração foi dada nesta segunda-feira (28), durante entrevista ao programa O Tabuleiro, da Rádio Ilhéus FM.
A sentença, proferida pela 25ª Zona Eleitoral de Ilhéus, reconheceu fraude à cota de gênero na chapa proporcional do partido e também determinou a anulação dos votos do União Brasil para vereador e a cassação dos registros e diplomas dos candidatos vinculados à chapa. A decisão é de primeira instância e ainda pode ser contestada por meio de recurso.
Durante a entrevista, Valderico destacou que a condenação está relacionada à sua atuação como dirigente partidário durante a formação da chapa, e não ao atual mandato como prefeito.
“Me deixa inelegível como presidente do partido que estava naquele momento. Não tem nada a ver com o meu mandato agora”, afirmou.
A sentença não determinou a cassação do mandato de Valderico como prefeito de Ilhéus. A sanção de inelegibilidade está relacionada a eleições futuras e decorre da responsabilização atribuída a ele enquanto presidente da Comissão Provisória Municipal do União Brasil na época da formação da chapa.
O prefeito também afirmou acreditar na reversão da decisão nas instâncias superiores. Segundo ele, a defesa está confiante na possibilidade de modificar o resultado do processo antes das próximas eleições.
“Eu acredito tranquilamente. Eu tô bem tranquilo em relação a isso aí, confio em Deus”, declarou.
Valderico ainda negou ter havido fraude na formação da chapa proporcional do União Brasil. A ação envolve a candidatura de Euflozina Boaventura de Matos Santos, conhecida como Dona Flor, que recebeu quatro votos nas eleições de 2024. A Justiça Eleitoral considerou que a candidatura foi utilizada de forma fictícia para cumprir a cota mínima de candidaturas femininas.
A defesa, por outro lado, sustenta que Dona Flor tinha intenção de disputar a eleição e participou de atividades de campanha. Valderico afirmou que, como dirigente partidário, considerou a disposição da candidata em concorrer e mencionou a participação dela em caminhadas e outras atividades eleitorais.
O caso ainda será analisado pelas instâncias superiores da Justiça Eleitoral. O União Brasil também informou que pretende recorrer da decisão.
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