Doenças respiratórias aumentam até 30% no outono/inverno e exigem atenção especial com crianças, idosos e alérgicos

Doenças respiratórias aumentam até 30% no outono/inverno e exigem atenção especial com crianças, idosos e alérgicos

Com a chegada do outono/inverno, os casos de doenças respiratórias tendem a crescer até 30%, segundo alerta do pneumologista Guilhardo Fontes Ribeiro, Diretor de Assuntos de Saúde Pública da Associação Bahiana de Medicina (ABM). Rinite, sinusite, asma, bronquite, DPOC e pneumonias estão entre os quadros mais frequentes no período.


☠️ Mais de 5 mil mortes na Bahia

Dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) revelam que mais de 5 mil pessoas morreram por doenças respiratórias este ano no estado. Metade dessas mortes ocorreu entre idosos com 80 anos ou mais, grupo de risco que exige atenção redobrada.


🌬️ Por que as doenças aumentam no frio?

Segundo o especialista, fatores como:

  • Baixa umidade do ar
  • Mudanças bruscas de temperatura
  • Poluição atmosférica
  • Ambientes fechados e aglomerações

contribuem para o agravamento das doenças respiratórias. “O frio resseca a mucosa das vias aéreas e aumenta a sensibilidade a alergias e infecções. A poluição se concentra nas camadas mais baixas da atmosfera, irritando ainda mais o sistema respiratório”, explica.


👶👴 Grupos mais vulneráveis

O alerta é maior para:

  • Crianças menores de 5 anos
  • Idosos
  • Pessoas com comorbidades (cardíacas, pulmonares ou imunossuprimidas)
  • Pessoas obesas (com maior risco de formas graves de pneumonia)

🤧 Principais doenças do inverno

  • Rinite alérgica: espirros, nariz entupido, coriza
  • Sinusite: secreção amarelada, dor facial, febre
  • Asma: chiado no peito, falta de ar, tosse
  • Bronquite aguda: tosse persistente, catarro amarelo
  • Pneumonias: febre, dor no peito, prostração (ou confusão mental em idosos)
  • Laringite estridulosa (em crianças): tosse rouca

✅ Dicas de prevenção

O pneumologista reforça medidas simples que ajudam a prevenir ou reduzir os sintomas:

  • Evite ambientes fechados e sem ventilação
  • Lave as mãos com frequência
  • Beba bastante água
  • Evite roupas guardadas sem lavar
  • Faça higiene nasal e bucal
  • Limpe ar-condicionados e evite acúmulo de poeira
  • Use pano úmido para limpar móveis
  • Fique atento a sinais de mofo e fungos em paredes e tecidos

🗣️ “A prevenção é o melhor tratamento”, reforça Dr. Guilhardo

“Evitar a exposição aos fatores desencadeantes é essencial. A alergia favorece as infecções virais. O cuidado deve começar em casa, com atenção ao ambiente e hábitos de higiene. Com medidas simples, podemos reduzir muito os riscos”, finaliza o médico.

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