Bahia endurece combate às facções com transferência de líderes para presídios federais
As forças de segurança que atuam na Bahia definiram como prioridade ampliar a transferência de lideranças de organizações criminosas para presídios federais. A medida foi estabelecida nesta terça-feira (6), durante uma reunião estratégica voltada ao combate ao crime organizado no estado.
O encontro aconteceu no Centro de Operações e Inteligência (COI), em Salvador, e reuniu representantes da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), das polícias Militar e Civil, do Departamento de Polícia Técnica (DPT-BA) e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO-BA).
Além da retirada de líderes criminosos do sistema prisional estadual, as autoridades também definiram o fortalecimento de operações baseadas em informações de inteligência como uma das frentes para enfraquecer a atuação das facções.
Durante a reunião, a SSP-BA apresentou os resultados das ações integradas realizadas entre janeiro e setembro de 2026. Segundo o balanço, aproximadamente 600 operações conjuntas resultaram na prisão ou localização de 28,2 mil suspeitos.
No mesmo período, as forças de segurança apreenderam cerca de 15 toneladas de drogas e retiraram de circulação mais de 5 mil armas de fogo.
Segundo o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, o objetivo é aumentar a pressão sobre as organizações criminosas e impedir que suas lideranças continuem coordenando atividades ilegais a partir do estado.
A estratégia também deverá ser acompanhada pelo reforço do efetivo das polícias Civil e Militar, por meio da realização de novos concursos públicos.
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