Homem é condenado a mais de 10 anos por integrar rede de pornografia infantil

Homem é condenado a mais de 10 anos por integrar rede de pornografia infantil

A Justiça da Bahia condenou a 10 anos e seis meses de prisão, em regime inicialmente fechado, um homem investigado na Operação Lobo Mau, ação que apurou a atuação de uma rede criminosa responsável pelo armazenamento e compartilhamento de material de exploração sexual de crianças e adolescentes na internet.

A sentença foi proferida no último dia 21 e acolheu a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MPBA). O condenado respondeu pelos crimes de associação criminosa e por disponibilizar e armazenar material de exploração sexual infantojuvenil, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

De acordo com a investigação, uma perícia realizada no celular do acusado encontrou arquivos contendo material ilícito envolvendo crianças e adolescentes. Os conteúdos também teriam sido compartilhados com outras pessoas por meio de aplicativos de mensagens, indicando a participação do homem na estrutura de distribuição investigada.

Deflagrada em outubro de 2024, a Operação Lobo Mau ocorreu simultaneamente em 20 estados brasileiros com o objetivo de combater uma rede envolvida na produção, armazenamento e circulação de material de abuso sexual infantil.

Na Bahia, a operação contou com a atuação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente (Caoca), do MPBA, em conjunto com a Polícia Civil. Dois homens foram presos em flagrante durante a ação, em Salvador e Correntina.

Orientação às famílias

O MPBA reforça a importância de pais e responsáveis acompanharem o comportamento e as interações de crianças e adolescentes, inclusive no ambiente virtual. Alterações de comportamento ou situações suspeitas devem ser comunicadas às autoridades e à rede de proteção.

O órgão mantém ações de prevenção à violência sexual contra crianças e adolescentes e disponibiliza orientações sobre situações como assédio, vazamento de imagens, cyberbullying e outros riscos no ambiente digital.

Denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos, ou pelo Disque 127, do Ministério Público da Bahia. Também é possível procurar as Promotorias de Justiça ou utilizar os canais oficiais de atendimento ao cidadão.

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