Cesta básica sobe em Itabuna, mas registra queda histórica em Ilhéus, aponta Uesc

Em apenas um ano, cesta básica fica quase 30% mais cara em Ilhéus

Cesta básica sobe em Itabuna, mas registra queda histórica em Ilhéus, aponta Uesc

O levantamento mensal sobre o custo da cesta básica, realizado pelo Acompanhamento do Custo da Cesta Básica (ACCB) da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), mostrou comportamentos bem diferentes nos dois maiores municípios do sul da Bahia em novembro.

Em Itabuna, os preços apresentaram leve elevação. O valor médio da cesta chegou a R$ 548,80, registrando aumento de 0,27% em comparação com outubro. Entre os itens que puxaram a alta estão o tomate, com variação de 9,27%, e o leite, que subiu 4,15%. Por outro lado, produtos como óleo, arroz, banana, açúcar e carne apresentaram recuo, enquanto feijão e café mantiveram estabilidade.

Com esse valor, o trabalhador itabunense que recebe um salário mínimo precisou comprometer cerca de 39% da renda líquida, o equivalente a quase 86 horas de trabalho, apenas para a aquisição dos itens básicos de alimentação. A projeção dos pesquisadores indica que os preços podem continuar subindo entre dezembro e fevereiro, especialmente para carne, óleo e café.

Já em Ilhéus, o cenário foi de forte alívio no orçamento das famílias. O custo da cesta básica caiu de forma expressiva, saindo de R$ 553,94 em outubro para R$ 451,39 em novembro, uma retração de 18,51%, a maior registrada ao longo do ano. A queda foi liderada principalmente pela carne, que apresentou redução de quase 45% no período. Também ficaram mais baratos itens como café, pão, tomate, arroz e banana. Apenas leite e óleo tiveram aumento de preço.

Com a redução, o trabalhador ilheense passou a dedicar cerca de 70 horas e 43 minutos de jornada mensal para adquirir os alimentos essenciais, comprometendo aproximadamente 32% do salário mínimo líquido.

Para os próximos meses, o estudo aponta que Ilhéus deve registrar uma recuperação gradual dos preços em dezembro e janeiro, com nova queda prevista para fevereiro. Oscilações mais intensas são esperadas nos valores da carne, do leite e do óleo, enquanto os demais produtos tendem à estabilidade.

O acompanhamento é realizado mensalmente pelo ACCB, vinculado ao Departamento de Ciências Econômicas da Uesc, que monitora o comportamento dos preços dos principais alimentos consumidos pela população de Itabuna e Ilhéus.

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