Estado: Agroindústrias ampliam produção de chocolates no sul da Bahia para páscoa
Com a proximidade da Páscoa, agroindústrias da agricultura familiar no sul da Bahia intensificam a produção para atender ao aumento da demanda por chocolates e ovos artesanais. O crescimento do setor tem sido impulsionado diretamente pelo apoio do Governo do Estado, que investe na estruturação e fortalecimento dessas iniciativas.
As marcas Natucoa, em Itabuna, e Bahia Cacau, em Ibicaraí, são exemplos desse avanço. Por trás delas estão, respectivamente, a Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia (Coopesba) e a Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba), que transformaram o beneficiamento do cacau em uma estratégia sólida de geração de renda e valorização da produção local.
Na Natucoa, a produção praticamente dobrou em relação ao ano anterior, saltando de cerca de 400 para aproximadamente 1.200 ovos de Páscoa. A marca, que aposta em produtos veganos e sem glúten, ampliou sabores e pontos de venda, incluindo loja física em Ilhéus, quiosque em shopping de Itabuna e comercialização online.
Já a Bahia Cacau, em Ibicaraí, projeta a produção de cerca de 5 mil ovos nesta Páscoa. A agroindústria mantém ainda uma produção mensal de aproximadamente 2.500 quilos de derivados do cacau, consolidando sua presença no mercado com produtos artesanais e de alto valor agregado.
O crescimento dessas agroindústrias está diretamente ligado ao papel do Estado. Por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), o Governo da Bahia investiu na implantação de equipamentos modernos, capacitação técnica e apoio à gestão das cooperativas. Esse suporte foi essencial para que os produtores deixassem de vender apenas a amêndoa do cacau e passassem a industrializar o produto, agregando valor e ampliando mercados.
Com essa política pública, o cacau produzido por agricultores familiares em cidades como Itabuna e Ibicaraí passou a ser transformado localmente, gerando emprego, renda e fortalecendo a economia regional. A iniciativa também contribui para posicionar o chocolate baiano como produto competitivo, com identidade própria e qualidade reconhecida.
Durante a Páscoa, esse impacto se torna ainda mais evidente: cada produto comercializado representa não apenas uma venda, mas o fortalecimento de toda uma cadeia produtiva apoiada pelo Estado e baseada na agricultura familiar.

Sorry, the comment form is closed at this time.