IA no SUS? Robôs auxiliam diagnósticos, mas especialistas alertam para riscos
A inteligência artificial já ultrapassou o campo das projeções e passou a integrar, de forma concreta, a rotina da saúde pública no Brasil. Em unidades do SUS, sistemas baseados em algoritmos vêm sendo utilizados para interpretar exames, organizar filas de atendimento, identificar casos de maior gravidade e até apoiar decisões clínicas.
De acordo com o Ministério da Saúde, a adoção da tecnologia ocorre principalmente em três áreas estratégicas: apoio ao diagnóstico, vigilância sanitária e gestão dos serviços de saúde. Embora discreta, essa transformação vem alterando processos e ampliando a capacidade de resposta do sistema.
O avanço, no entanto, traz questionamentos importantes. Até que ponto o SUS está preparado para delegar parte do cuidado médico a sistemas automatizados? Quais são os limites entre eficiência tecnológica e segurança do paciente?
Essas questões são analisadas a partir das contribuições de Leonardo Tristão, CEO da Performa_IT — empresa especializada em transformação digital e referência em soluções de inteligência artificial — e do médico Marcelo Carvalho, pediatra e neonatologista, defensor do uso responsável da tecnologia e atuante na implementação de inovações em ambientes hospitalares.

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