Apagado, abandonado e sem expressão: mudança de local do Cristo volta ao debate em Ilhéus
A estátua do Cristo Redentor de Ilhéus, localizada na Avenida Dois de Julho, é um dos símbolos históricos da cidade. Mas, apesar de sua importância afetiva, hoje o monumento pouco representa em termos de turismo e expressão urbana. O que poderia ser um atrativo imponente — como em outras cidades brasileiras — está ali, discreto, apagado, sem iluminação e praticamente invisível à vista do grande público.
O descaso com o local não é novidade. O entorno carece de cuidados, a sinalização turística é inexistente e a falta de um projeto de valorização reforça a sensação de abandono. Não por acaso, volta à tona a discussão sobre uma possível mudança de local da estátua para um ponto mais estratégico e impactante: o Morro do Pernambuco.
A ideia não é nova. Em tempos passados, chegou a ser debatida por empresários e integrantes do setor turístico. No entanto, o tema foi distorcido por parte da mídia sensacionalista, que chegou a veicular manchetes do tipo “Querem fatiar o Cristo”, em alusão ao processo técnico que seria necessário para sua remoção e reinstalação. A polêmica esvaziou o debate — e o projeto foi deixado de lado.
Agora, com o fortalecimento das pautas ligadas ao turismo e ao embelezamento urbano, o tema volta a circular em rodas de conversa e grupos empresariais da cidade. A proposta é dar ao Cristo de Ilhéus o lugar de destaque que merece: em um ponto mais elevado, iluminado, visível de diferentes partes da cidade, de braços verdadeiramente abertos para moradores e visitantes.
E você, o que acha?
Ilhéus deve manter o Cristo onde está, mesmo que sem expressão, ou repensar sua localização para que ele cumpra, de fato, seu papel turístico e simbólico?

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