Governo Lula não só descarta desculpas, como orienta Brasil a reprovar, em Haia, ocupações israelenses
O governo brasileiro, mantendo sua posição crítica às ações de Israel na Faixa de Gaza e descartando um pedido de desculpas ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, está pronto para expressar, nesta terça-feira (20) em Haia, sua desaprovação à política israelense de ocupação de territórios palestinos. A manifestação do Brasil ocorrerá durante uma sessão da Corte Internacional, convocada pela ONU para avaliar a legalidade dos assentamentos israelenses em áreas como a Cisjordânia, com a previsão de que o país declare tais ocupações como ilegais.
Fontes próximas à diplomacia brasileira indicam que os estudos preparatórios para a posição do Brasil no tribunal internacional sugerem uma comparação da política de ocupação de Israel com um sistema de apartheid, apontando para uma segregação imposta aos palestinos.
Este momento crítico nas relações entre Brasil e Israel ocorre em um contexto de importantes encontros diplomáticos agendados para o presidente Lula, incluindo reuniões com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, e possivelmente com o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, ambos no Brasil para a reunião do G20. Estes encontros são vistos como cruciais para as discussões sobre os principais conflitos globais atuais.

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