PF pede mais prazo para concluir investigação sobre Banco Master
A Polícia Federal solicitou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), mais tempo para concluir a investigação sobre a aplicação de R$ 97 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) em títulos do Banco Master.
O caso envolve duas operações realizadas entre dezembro de 2023 e maio de 2024. A primeira foi de R$ 80 milhões e a segunda, de R$ 17 milhões. A PF apura as circunstâncias que antecederam os investimentos, incluindo credenciamento da instituição, análise de riscos, governança e tomada de decisão.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, os investigadores ainda precisam analisar materiais apreendidos durante a Operação Compliance Zero e cruzar dados fornecidos por órgãos e instituições como Banco Central, Bolsa e Ministério da Previdência. Também são aguardadas respostas a solicitações encaminhadas ao Iprev e ao liquidante do Banco Master.
A ampliação do prazo, segundo a PF, é necessária para concluir as diligências e avaliar se há responsabilidades individuais no caso.
Investigação começou após aplicações
O Banco Master, então controlado por Daniel Vorcaro, foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025. A investigação sobre os investimentos do Iprev busca esclarecer como os recursos previdenciários foram direcionados à instituição.
O Iprev afirma que as aplicações seguiram os procedimentos legais e administrativos previstos e declarou estar colaborando com as autoridades.
André Mendonça é o relator do caso no STF e foi responsável por autorizar medidas de investigação anteriormente adotadas. A solicitação de novo prazo apresentada pela PF não atribui qualquer irregularidade ao ministro.
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