Brasil chega a 1.510 cientistas entre os mais influentes do mundo

Brasil chega a 1.510 cientistas entre os mais influentes do mundo

O Brasil passou a contar com 1.510 cientistas entre os mais influentes do mundo, segundo levantamento divulgado no início de outubro. O número representa um aumento de 3,4% em relação a 2025, quando o país tinha 1.461 pesquisadores na lista. Apesar do crescimento, o Brasil permanece na 24ª posição do ranking global.

O levantamento é elaborado pelo pesquisador John Ioannidis, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, em parceria com a Elsevier. A classificação considera o impacto da produção científica com base em citações de trabalhos acadêmicos.

Entre os brasileiros que aparecem em destaque estão o médico Carlos Augusto Monteiro, da Universidade de São Paulo (USP); o físico Constantino Tsallis, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas; o engenheiro Jayme Garcia Arnal Barbedo, da Embrapa; o epidemiologista Cesar Gomes Victor, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel); e o físico José Marengo, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Também integram a relação pesquisadoras e pesquisadores como Deborah Malta, Pedro Henrique Brancalion, Paulo Artaxo, Mayana Zatz e Ester Sabino.

Universidades brasileiras se destacam

A edição deste ano reúne representantes de 259 instituições brasileiras de pesquisa e ensino. A USP lidera a lista nacional, com 282 cientistas, seguida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

No cenário internacional, os Estados Unidos lideram o ranking, com 73.638 cientistas, seguidos pela China, com 37.203. Reino Unido, Alemanha e Austrália completam as cinco primeiras posições.

Como funciona o levantamento

A classificação considera os 100 mil cientistas com maior índice de citações ou pesquisadores que estão entre os 2% mais bem classificados em suas respectivas subáreas. A avaliação abrange 20 grandes áreas e 174 subáreas do conhecimento, com dados da plataforma Scopus e artigos publicados até o fim de 2025.

Segundo o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Olival Freire Jr., o crescimento brasileiro é compatível com a recuperação da produção científica após a pandemia e a retomada de investimentos em pesquisa.

O pesquisador John Ioannidis, no entanto, aponta que a evolução do país pode ser limitada pelo baixo crescimento dos investimentos em pesquisa e inovação. Ele cita a redução da proporção do Produto Interno Bruto (PIB) destinada à área, de 1,28% em 2015 para 1,19% em 2026.

Especialistas ressaltam que rankings baseados em citações devem ser analisados em conjunto com outros indicadores, como a formação de novos pesquisadores e a contribuição dos estudos para políticas públicas, aspectos que não são medidos diretamente pela classificação.

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