Dólar cai e Bolsa sobe com pesquisa eleitoral e cenário externo no radar

Dólar cai e Bolsa sobe com pesquisa eleitoral e cenário externo no radar

O dólar registrou queda nesta segunda-feira (19), enquanto a Bolsa brasileira avançou, em meio à expectativa pela divulgação de pesquisas eleitorais a uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25).

Às 15h11, a moeda americana recuava 0,40%, cotada a R$ 5,052. No mesmo horário, o índice DXY, que mede a força do dólar diante de seis moedas internacionais, subia 0,10%.

O Ibovespa iniciou o dia em alta, mas perdeu força no fim da manhã, pressionado principalmente pelas ações da Petrobras, acompanhando a queda do petróleo no mercado internacional. Durante a tarde, o barril do Brent reagiu e avançou 0,35%, chegando a US$ 110,29.

Entre os destaques positivos estavam ações de bancos, empresas do varejo e da Vale, que registravam ganhos após as perdas da semana anterior.

Pesquisa eleitoral mostra disputa apertada

A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira apontou Flávio Bolsonaro (PL) com 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os candidatos estão tecnicamente empatados.

No levantamento anterior, divulgado em 13 de outubro, Flávio aparecia com 51,6%, enquanto Lula tinha 48,4%. A diferença numérica caiu de 3,2 para 0,6 ponto percentual, mas as variações permanecem dentro da margem de erro.

De acordo com Gustavo Trotta, especialista e sócio da Valor Investimentos, o primeiro debate entre os candidatos, realizado no domingo (18), teve impacto limitado sobre o mercado. Na avaliação dele, as pesquisas eleitorais devem continuar influenciando as decisões dos investidores até a votação.

Mercado acompanha inflação e juros

O boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira trouxe aumento na projeção de inflação para 2027 e redução nas estimativas de crescimento econômico para os próximos anos.

A previsão para o IPCA de 2027 subiu de 4,30% para 4,32%. Para 2026, a estimativa permaneceu em 5,22%, acima do teto de 4,5% da meta de inflação. Já a projeção para 2028 recuou de 3,79% para 3,75%.

As expectativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) caíram para 1,83% em 2026, 1,32% em 2027 e 1,81% em 2028.

A projeção para a taxa Selic no fim de 2026 permaneceu em 13,25% ao ano. Na ocasião, a taxa básica de juros estava em 13,75%.

Bolsas internacionais se recuperam

No exterior, os principais índices de Wall Street operavam em alta durante a tarde, acompanhando a recuperação de ações ligadas à inteligência artificial. Às 15h18, o Dow Jones subia 0,12%, o S&P 500 avançava 0,50% e o Nasdaq registrava alta de 1,25%.

O movimento ocorreu após uma semana de perdas para empresas de tecnologia, que levou investidores a rever posições no setor. Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos também avançavam, influenciando as decisões de investimento nos mercados globais.

Os investidores ainda acompanhavam a próxima reunião do Federal Reserve, prevista para os dias 27 e 28 de outubro, além da divulgação dos balanços de grandes empresas, como Netflix, Meta, Tesla, Spotify e American Express.

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