Justiça mira patrimônio de R$ 190 milhões ligado a PCC e ao Comando Vermelho
A Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou quatro ações civis para tentar recuperar R$ 190,3 milhões em bens e patrimônios relacionados a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV). As medidas foram apresentadas nesta terça-feira (20) e têm como objetivo atingir recursos de origem ilícita atribuídos às organizações criminosas.
Segundo a Agência Brasil, as ações se baseiam na Lei Antifacção, de 2026, que prevê a possibilidade de perda civil de bens de origem ilícita independentemente de condenação criminal prévia.
Três das ações envolvem 87 réus e estão relacionadas a investigações sobre esquemas de contrabando de cigarros paraguaios e comercialização de agrotóxicos proibidos. Os casos foram apurados no âmbito das operações Marola, Delivery e Contaminatus, que investigaram atividades ligadas ao PCC.
A quarta ação decorre da Operação Hinterland, que apurou suspeitas relacionadas ao tráfico internacional de cocaína para a Europa e à lavagem de dinheiro. As investigações identificaram movimentações financeiras de grande porte, além de negociações envolvendo aeronaves, veículos de luxo, empresas e pedras preciosas.
Bens recuperados poderão reforçar a segurança pública
De acordo com o governo federal, a estratégia busca alcançar não apenas os suspeitos de participação direta nos crimes, mas também possíveis financiadores, beneficiários econômicos e terceiros que teriam sido utilizados para ocultar patrimônio ilícito.
As ações foram propostas pela Procuradoria-Geral da União, vinculada à AGU, em varas da Justiça Federal nos estados do Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul.
A previsão é que os recursos e bens recuperados sejam destinados principalmente ao fortalecimento da segurança pública, por meio do Fundo Nacional de Segurança Pública ou dos fundos estaduais da área.
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