Defesa quer prisão domiciliar para empresária presa por tortura contra grávida
Presa nesta quinta-feira (7), em Teresina, sob suspeita de agredir e torturar uma empregada doméstica grávida, a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos também está grávida, segundo informou sua defesa.
A advogada Nathaly Moraes Silva afirmou que a empresária está com cerca de um mês de gestação e que a informação será utilizada para solicitar prisão domiciliar durante a audiência de custódia.
“Dentro da audiência de custódia a gente vai tentar prisão domiciliar pelo fato de ela estar grávida e de ter um filho menor de 6 anos”, declarou a defesa.
A prisão preventiva foi decretada pela Justiça do Maranhão na noite de quarta-feira (6), após pedido da Polícia Civil. O caso aconteceu em 17 de abril, em Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, Carolina tentava fugir quando foi localizada e presa. A defesa nega e afirma que ela pretendia se apresentar às autoridades no Piauí, onde possui familiares.
Empresária admite agressões, mas nega tortura
A advogada afirmou ainda que Carolina não se declara inocente, mas contesta a acusação de tortura.
“Ela admite lesão corporal, mas não tortura. E nos áudios ela acaba falando coisas que ela não fez. É a postura, o comportamento dela ser assim. Ela acaba pecando muito pela língua”, disse.
Áudios detalham agressões contra empregada grávida
As investigações apontam que a empresária teria agredido uma empregada doméstica de 19 anos, grávida de cinco meses, que trabalhava havia apenas 15 dias em sua residência.
Segundo a polícia, a jovem foi acusada de roubar um anel e sofreu agressões físicas e psicológicas durante cerca de uma hora.
Em áudios divulgados pela TV Mirante, afiliada da Globo, a própria empresária detalha as agressões.
“Quase uma hora essa menina no massacre, e tapa e murro e pisava nos dedos. Tudo que vocês imaginarem de doidice, era eu e ele fazendo”, afirmou Carolina em uma das gravações.
A vítima relatou à polícia que sofreu puxões de cabelo, socos, tapas e ameaças com arma de fogo. Mesmo após o anel ser encontrado dentro de um cesto de roupas, as agressões continuaram.
Polícia aponta gravidade do caso
A Justiça destacou na decisão que a prisão preventiva é necessária para garantir a proteção da vítima, preservar a ordem pública e assegurar o andamento das investigações.
A Polícia Civil classificou o caso como grave, apontando violência reiterada, uso de arma de fogo, ameaças de morte e agressões contra uma gestante.
Um policial militar citado nas denúncias também foi preso em São Luís. Segundo a Polícia Militar, a Corregedoria instaurou procedimento para apurar a conduta do agente.
A vítima passou por exames no Instituto Médico Legal (IML), que confirmaram os hematomas e lesões provocados pelas agressões.

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