Endividamento das famílias brasileiras sobe em abril e bate novo recorde

Endividamento das famílias brasileiras sobe em abril e bate novo recorde

O endividamento das famílias brasileiras voltou a crescer em abril e atingiu o maior nível da série histórica, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (7) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) revelou que a proporção de famílias com dívidas passou de 80,4% em março para 80,9% em abril.

A CNC considera como dívidas compromissos financeiros relacionados a cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e financiamentos de carro e imóvel.

Inadimplência também apresentou alta

De acordo com o levantamento, a parcela de famílias inadimplentes subiu levemente de 29,6% em março para 29,7% em abril. No mesmo período do ano passado, esse índice era de 29,1%.

Já o percentual de famílias que afirmam não ter condições de quitar as dívidas em atraso permaneceu estável em 12,3%.

Entre os inadimplentes, 49,5% relataram possuir contas vencidas há mais de 90 dias.

Endividamento aumentou em todas as faixas de renda

O crescimento das dívidas foi registrado em todas as classes sociais analisadas pela pesquisa.

Entre famílias com renda de até três salários mínimos, o índice de endividados subiu de 82,9% para 83,6%.

Na faixa de renda entre três e cinco salários mínimos, o percentual passou de 82,6% para 82,8%.

Já entre famílias com renda de cinco a dez salários mínimos, o endividamento avançou de 79,2% para 80,1%.

No grupo com renda superior a dez salários mínimos mensais, o índice aumentou de 69,9% para 70,8%.

CNC aponta estabilidade da inadimplência

Na avaliação da Confederação Nacional do Comércio, os números indicam uma acomodação das condições financeiras das famílias brasileiras.

“Embora o endividamento mantenha trajetória de avanço, esse movimento não tem sido acompanhado por deterioração expressiva da inadimplência, que segue relativamente estável”, destacou a entidade no relatório divulgado nesta quinta-feira.

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