Peixe-leão é encontrado em Itacaré após registro da espécie em Ilhéus

Peixe-leão é encontrado em Itacaré após registro da espécie em Ilhéus

Animal invasor, que possui espinhos venenosos e representa riscos à biodiversidade marinha, foi identificado por pescadores; órgãos ambientais alertam para os cuidados em caso de avistamento

Um exemplar de peixe-leão, espécie invasora que possui espinhos venenosos, foi encontrado no litoral de Itacaré na segunda-feira (2). O animal foi identificado por pescadores locais, segundo informações da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

O novo registro chama atenção porque ocorre após a identificação de outro exemplar da espécie no litoral de Ilhéus, ampliando os alertas sobre a presença do peixe-leão na região.

Originário do Indo-Pacífico, o animal é considerado uma espécie exótica invasora. Nos últimos anos, sua presença avançou pelo Oceano Atlântico, com registros em diferentes pontos da costa brasileira.

A preocupação das autoridades ambientais envolve tanto o risco de acidentes com pessoas quanto os possíveis impactos sobre os ecossistemas marinhos. O peixe-leão é predador de diversas espécies de peixes e crustáceos e, por não ser nativo da região, pode provocar desequilíbrios na biodiversidade local.

Espinhos possuem veneno e podem causar acidentes

Além dos impactos ambientais, o peixe-leão oferece riscos a pescadores, banhistas e trabalhadores do mar. Seus espinhos possuem veneno, que pode provocar dor intensa e febre. Em situações mais graves, o contato pode causar convulsões.

Por isso, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente orienta moradores, pescadores e operadores de turismo a não tocar, capturar ou tentar manipular o animal.

O que fazer ao encontrar um peixe-leão?

Em caso de avistamento ou captura, a recomendação é comunicar o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), responsável por receber as informações e orientar sobre os procedimentos adequados.

O contato pode ser feito por telefone ou WhatsApp: (71) 99671-3998.

Sempre que possível, é importante registrar:

  • As coordenadas geográficas do local;
  • A data do avistamento ou da captura;
  • O horário em que o animal foi encontrado.

Essas informações ajudam os órgãos ambientais a monitorar a presença da espécie e acompanhar sua distribuição pelo litoral baiano.

A sequência de registros em Ilhéus e Itacaré reforça a importância da atenção de pescadores, moradores e visitantes para evitar acidentes e contribuir com o monitoramento ambiental.

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