Lula critica clubes por dependência de patrocínios de casas de apostas

Lula critica clubes por dependência de patrocínios de casas de apostas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou clubes de futebol brasileiros que se posicionaram contra a proibição das casas de apostas no país. Durante conversa com jornalistas em Brasília, na noite de quinta-feira (8), ele questionou a resistência das equipes à transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e defendeu que os clubes busquem outras fontes de receita.

Lula argumentou que a dependência dos patrocínios de plataformas de apostas não deve ser utilizada como justificativa para comprometer a continuidade das atividades esportivas. Para ele, os clubes precisam adotar modelos de gestão empresarial e encontrar alternativas para financiar suas operações.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou o presidente.

Presidente cita futebol antes das bets

Ao comentar as reclamações de dirigentes sobre os impactos financeiros da retirada dos patrocínios, Lula afirmou que a facilidade de obter recursos por meio das plataformas de apostas teria reduzido a busca por outras formas de financiamento.

“Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, declarou.

O presidente também contestou a avaliação de que o futebol brasileiro poderia ser prejudicado pela ausência das empresas do setor. Para sustentar seu argumento, mencionou os títulos mundiais conquistados pela Seleção Brasileira antes da popularização das apostas esportivas.

“Os times de futebol não têm nenhuma razão quando falam ‘ah, o futebol vai morrer’. O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou.

As declarações ocorrem em meio à discussão sobre os efeitos da Medida Provisória nº 1.394/2026, citada no texto original como responsável por determinar o encerramento das operações de apostas esportivas e cassinos on-line no Brasil. A medida teria provocado a retirada de marcas de empresas do setor de uniformes e de outros espaços publicitários dos clubes.

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