ACM Neto nega negociação para assumir ministério em eventual governo de Flávio Bolsonaro

ACM Neto nega negociação para assumir ministério em eventual governo de Flávio Bolsonaro

O ex-prefeito de Salvador e ex-candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) negou ter discutido a possibilidade de assumir um ministério em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). A declaração foi dada após informações de bastidores apontarem que o político baiano teria interesse em integrar a equipe ministerial do senador, que disputa a Presidência da República.

Em contato com o Bahia Notícias, ACM Neto confirmou que se reuniu com Flávio nesta semana e classificou o encontro como uma “ótima conversa”. Ele, porém, afirmou que a possibilidade de ocupar um ministério não foi tratada em nenhum momento.

A especulação ganhou força após o apoio de ACM Neto à candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno. Segundo relatos de interlocutores ouvidos pelo Bahia Notícias, o ex-prefeito teria interesse em uma pasta com atuação voltada ao desenvolvimento regional e à articulação política com a Bahia e outros estados do Nordeste.

Ministério da Integração está entre as possibilidades citadas

Nos bastidores, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional teria sido apontado como uma das estruturas de interesse. A pasta coordena políticas relacionadas ao desenvolvimento regional, à infraestrutura hídrica e à redução das desigualdades entre regiões brasileiras.

Ao longo dos anos, o ministério passou por mudanças de estrutura e nomenclatura. Durante o governo de Jair Bolsonaro, em 2019, foi incorporado ao Ministério do Desenvolvimento Regional. Em 2023, no governo Lula, voltou a ter uma estrutura própria, com o nome atual.

A pasta também tem histórico de participação em projetos estratégicos para a Bahia e o Nordeste, especialmente nas áreas de segurança hídrica e infraestrutura.

Articulação política na Bahia

De acordo com informações atribuídas a interlocutores, a eventual participação de ACM Neto em um governo federal poderia ampliar sua influência política no estado e facilitar a interlocução com prefeitos e lideranças regionais. A estrutura federal também inclui órgãos como a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), ligados a políticas de desenvolvimento regional e infraestrutura.

Essas possibilidades, no entanto, permanecem no campo das especulações de bastidores. ACM Neto negou ter negociado um ministério com Flávio Bolsonaro, e não há confirmação de qualquer acordo nesse sentido.

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