Governo libera nova área da Amazônia para exploração de petróleo

Governo libera nova área da Amazônia para exploração de petróleo

O Governo Federal confirmou a realização de dois leilões de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural em 2026. Um dos destaques é a inclusão da Bacia do Tacutu, na Amazônia, considerada uma nova fronteira exploratória para o setor de energia.

Os leilões, organizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), estão marcados para 7 de outubro. Ao todo, serão ofertados 13 blocos no pré-sal e 275 áreas em outras regiões do país, seguindo regras distintas para cada modalidade de exploração.

A Bacia do Tacutu, localizada na divisa entre Roraima e a Guiana, só será incluída na licitação caso empresas do setor demonstrem interesse até 31 de agosto. A região possui cerca de 12,5 mil quilômetros quadrados, divididos entre Brasil e Guiana, e já foi alvo de pesquisas da Petrobras na década de 1980. Na época, quatro poços foram perfurados, mas não houve descoberta de reservas comerciais de petróleo.

A inclusão da área no leilão gerou manifestações de organizações ambientalistas. Entidades alegam que parte dos blocos pode impactar terras indígenas localizadas na região, onde vivem milhares de pessoas. A ANP, por outro lado, afirma que o desenho das áreas foi elaborado para evitar sobreposições e que a oferta conta com respaldo técnico e ambiental dos ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente.

Atualmente, a Amazônia possui dois polos terrestres de produção de petróleo e gás natural: Urucu, no município de Coari (AM), operado pela Petrobras, e Azulão, em Silves (AM), administrado pela Eneva. Nesses campos, o principal produto explorado é o gás natural, utilizado para abastecer usinas e atender ao mercado da região Norte.

Enquanto amplia a oferta de áreas para exploração, o governo também acompanha a expectativa em torno das atividades da Petrobras na Bacia da Foz do Amazonas, onde a estatal busca confirmar a existência de uma nova província petrolífera na costa amazônica. O projeto, no entanto, segue cercado por debates entre defensores da expansão da produção de petróleo e grupos ambientalistas que criticam a abertura de novas fronteiras de exploração.

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