Pesquisa eleitoral divulgada na Bahia é alvo de críticas por supostas irregularidades e metodologia; entenda
Uma pesquisa eleitoral realizada pelo instituto IPSENSUS, que apresentou dados sobre a avaliação do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e cenários de intenção de voto para o Senado na Bahia, passou a ser alvo de questionamentos após a divulgação de possíveis irregularidades metodológicas e inconsistências no registro.
O levantamento, publicado na segunda-feira (20), ouviu 1.500 eleitores entre os dias 9 e 13 de maio. A pesquisa aponta margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, com custo declarado de R$ 10 mil.
Entre os resultados divulgados, o estudo indica 40% de aprovação ao governador Jerônimo Rodrigues. Na disputa pelo Senado, aparecem como principais nomes o ex-governador Rui Costa (PT), com 26,6%, seguido por Jaques Wagner (23,4%), João Roma (9,6%), Angelo Coronel (5%) e Delliana Ribeiro (1,1%).
As críticas ao levantamento foram levantadas por representantes do setor de pesquisas eleitorais, que apontam inconsistências no registro junto ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Segundo essas denúncias, o levantamento teria sido divulgado fora do prazo e não incluiria corretamente todos os cenários testados no questionário aplicado aos entrevistados.
Especialistas em direito eleitoral destacam que a legislação exige que pesquisas registradas informem de forma completa os cargos avaliados e os parâmetros utilizados. Em caso de irregularidades, o caso pode ser analisado pela Justiça Eleitoral.
Partidos políticos ou o Ministério Público Eleitoral podem apresentar representação ao TRE-BA para apurar a legalidade da pesquisa. Se forem confirmadas falhas, podem ser aplicadas sanções, incluindo multa e suspensão da divulgação.

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