União Europeia barra carne bovina do Brasil após impasse sobre antibióticos

União Europeia barra carne bovina do Brasil após impasse sobre antibióticos

A decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países que atendem às regras sanitárias do bloco acendeu um alerta no setor agropecuário brasileiro. Com a medida, a compra de carne bovina brasileira pelos europeus ficará proibida a partir de setembro de 2026.

O impasse envolve o uso de antibióticos na pecuária. Segundo informações divulgadas nesta terça-feira (12), o governo brasileiro já tinha conhecimento das exigências europeias desde outubro de 2024, quando a UE definiu as novas regras e estabeleceu prazo para adequação.

Mesmo assim, o Ministério da Agricultura afirmou ter recebido “com surpresa” a retirada do Brasil da lista de conformidade.

Em abril deste ano, o governo federal publicou duas portarias proibindo o uso de determinados antimicrobianos na produção animal. As medidas seguem padrões já adotados por países europeus e organizações internacionais de saúde, preocupados com o aumento da resistência bacteriana causada pelo uso excessivo de antibióticos.

Apesar da proibição, o governo brasileiro autorizou que empresas utilizem estoques restantes desses produtos por mais 180 dias, permitindo o uso até outubro de 2026. O prazo ultrapassa a data limite estabelecida pela União Europeia, que era setembro.

As substâncias atingidas pela norma eram utilizadas há décadas para acelerar o crescimento de animais em sistemas de produção intensiva, principalmente em confinamentos e granjas.

Especialistas apontam que o uso indiscriminado desses medicamentos pode reduzir a eficácia de antibióticos importantes para tratamentos humanos, tema que vem sendo tratado como uma das maiores preocupações globais de saúde pública.

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