Ministério Público processa Virginia Fonseca e Blaze e pede indenização de R$ 120 milhões

Ministério Público processa Virginia Fonseca e Blaze e pede indenização de R$ 120 milhões

O Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) ingressou com uma ação civil pública contra a influenciadora Virginia Fonseca e a plataforma de apostas Blaze. A ação pede que ambos sejam condenados ao pagamento de, no mínimo, R$ 120 milhões por danos morais coletivos, além da adoção de medidas para restringir a divulgação considerada irregular de apostas esportivas.

Segundo o MPDFT, a ação é resultado de uma investigação iniciada em 2023, período em que a Blaze, de acordo com o órgão, ainda operava sem autorização federal. Durante a apuração, foram reunidas denúncias de consumidores que relataram retenção de valores, bloqueio de contas e dificuldades para sacar recursos, além de um levantamento que aponta mais de 42 mil reclamações contra a plataforma.

Entre os fatos citados está uma publicação feita por Virginia Fonseca durante a Copa do Mundo de 2026. Para o Ministério Público, a influenciadora divulgou uma aposta esportiva nos stories do Instagram sem identificar de forma clara que se tratava de publicidade, o que poderia induzir seguidores a acreditarem que a recomendação era espontânea. A ação também sustenta que ela receberia comissão correspondente a 30% das perdas dos usuários captados pela campanha.

Além da indenização milionária, o MPDFT solicita que Virginia retire das redes sociais conteúdos que prometam ganhos irreais, incentivem apostas em eventos esportivos específicos ou utilizem publicidade disfarçada. O órgão também pede que ela e a Blaze financiem campanhas educativas sobre os riscos das apostas, do superendividamento e da ludopatia. Em caso de descumprimento das medidas, foi solicitada multa diária de R$ 500 mil.

Em nota, a defesa de Virginia informou que teve conhecimento da ação por meio da imprensa e afirmou que apresentará sua manifestação no processo. Os advogados negam qualquer irregularidade e dizem confiar que a Justiça reconhecerá a improcedência dos pedidos.

Já a Foggo Entertainment Ltda., responsável pela operação da Blaze no Brasil, declarou que ainda não foi formalmente intimada. A empresa afirmou que atua em conformidade com a legislação e que prestará os esclarecimentos necessários após ser notificada oficialmente.

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